domingo, 18 de outubro de 2015

Cap. 24 "Me arrependi de não ter te abraçado outra vez..."


Vou começar com uma pergunta boba
Será que dá pra gente voltar no tempo?
-Jorge e Mateus - Pergunta Boba-
~Mel POV~

- ... eu conversei muito com a minha família durante esse tempo, foi eles quem me ajudaram a tomar essa difícil decisão. Sempre foi um sonho pra mim jogar na Europa, creio que já fiz tudo o que tinha que fazer aqui no Brasil e estou preparado para aceitar esse novo desafio que com toda certeza vai me dar mais experiencia e aprendizado para que eu possa, cada vez mais, melhorar como profissional -Júnior disse numa coletiva organizada do lado de fora do escritório dele-
Na verdade o prenderam antes dele chegar no carro e estavam enchendo ele de perguntas sobre sua transferência à Europa. 
Estava lotado de repórteres de todos os lugares, era um sábado a tarde e depois de dois dias de mistério (para a imprensa) ele resolveu falar.
- Neymar.. -chamou o outro repórter e ele assentiu para que prosseguisse com a pergunta- estar perto do seu filho foi uma das razões para ir pro Barcelona?
- É.. Como eu disse.. eu pensei muito na minha família, nos meus pais, nos meus amigos e claro no meu filho, que lá eu participarei muito mais da vida dele, serei mais presente -assentiu novamente-
- Neymar.. -e antes que ele pudesse olhar para o outro repórter aquele segurança dele o puxou para o carro e a Taí desligou a TV-

- Você já sabia -Carla, a mãe da Taís, disse ao ver que não esbocei nenhuma reação, assenti sem graça e ela sorriu-
- Ele me ligou ontem, quando eu estava na casa do Gil -levante da cama onde estávamos deitadas quase derrubando os farelos de pipoca que tinham sobrado na bacia-
- Falando nisso, vai todo mundo colar na casa do Junior agora a noite, seu irmão e o Gil vão passar aqui daqui a pouco e disseram pra você ficar pronta -Taís disse comendo os últimos grãos do balde-
- Eu não vou -disse novamente, não estava a fim de sair e não deixaria o Matheus sozinho-
- Você tem que sair Melissa! -disse a tia Carla com seu jeito exagerado típico da Taís-
- É sério, não to a fim gente -Taís revirou os olhos e a tia Carla riu saindo do quarto- Qual é a tua e do Gil? -perguntei me sentando novamente ao seu lado com as pernas cruzadas-
- Nenhuma -deu de ombros e eu cerrei os olhos, ela sorriu se entregando- Ele namora Mel
- E se ele não namorasse? -puxei o travesseiro que ela tentava esconder a cara e o joguei do outro lado da cama-
- Não ia acontecer nada, ele é um idiota! -revirou os olhos-
- Você gosta dele! -afirmei rindo e ela me olhou séria-
- Não! -gritou- Você viaja Melissa! Ele é um babaca idiota! -levantou indo pro banheiro-
- Ainda vou no casamento de vocês! -disse antes dela fechar a porta-
- Ridícula! -gritou-

Entrei no meu quarto (emprestado) e o Matheus ainda dormia, creio eu que seja efeito do remédio que dei pra ele quando se queixava de dor na garganta, deve ser o sorvete que chupou no shopping com a Rafaella e a Nadine.
Aproveitei para dar uma ajeitada no quarto que não tinha muita coisa fora do lugar, só brinquedos que o Matheus ganhou e algumas roupas.
Meu celular tocou, peguei apressada e sai do quarto para não acorda-lo. 
Era minha mãe.
- Dona Isa -saudei ao atender-
- Mel, minha querida -disse com a voz falha, ela estava chorando- Tudo bem?
- Tudo mãe, e ai? -respondi encostando a porta atrás de mim-
- Estamos bem
- Mesmo? Você está com uma voz triste -ela suspirou confirmando minha duvida-
- Estava só com saudade de vocês -desde que cheguei ao Brasil, nos vimos poucas vezes, eu me recusava a ir na casa dela e ela não vinha aqui, o que nos distanciou, apenas conversamos duas vezes por telefone e sempre acabamos brigando, ela sempre vinha com a história de que eu deveria fazer as pazes com meu pai, isso me irritava, ela não enxergava o verdadeiro Marcos e não acreditava em mim o que me deixava mais brava-
- Também estou mãe
- Mel você podia vir.. -interrompi-
- De novo isso? Mãe eu já disse que não vou pisar nessa casa
- Eu quero ver você, quero ver meu neto -pediu-
- Você sabe onde estamos, o Lucas vai vir aqui daqui a pouco buscar a Taís, vem com ele, a gente pode sair pra jantar..
- Eu não quero deixar o seu pai sozinho
- Tudo bem -menti revirando os olhos-
- Mel.. -disse com a voz manhosa-
- Ta tudo bem -afirmei-
- E se fossemos almoçar amanhã? -pediu esperançosa-
- Okay -sorri-
- Ótimo, eu passo aí pegar vocês, estou morrendo de saudades
- Também estou dona Isa
- Beijos querida, até amanhã
- Beijos, até
Desliguei e em menos de segundos a Taís apareceu do lado de fora do quarto, antes mesmo que eu pudesse entrar no meu quarto novamente, estava com uma toalha em volta do corpo e uma no cabelo e me olhou como se fosse me pedir alguma coisa, revirei os olhos.
- Não tá pronta ainda? -perguntou e eu neguei-
- Já disse que não vou
- Como você é frustrante Melissa -bufou- Já ia te chamar pra me ajudar, quero fazer uma trança embutida -sorriu, eu sabia-
- To indo -ela entrou no quarto novamente e eu fui ver o Matheus que estava encolhido na cama todo arrepiado, o cobri com o lençol porque não estava tão calor e assim que eu ajudasse a Taís iria acorda-lo para tomar banho e ver se havia melhorado- Pronto -disse entrando no quarto da Taís que já estava vestida num vestido tomara que caia bege rendado e segurava um sapato em cada mão vendo o que mais combinava-
- Qual eu vou? -ergueu uma sandália de salto médio preta e com strass e um scarpin vermelho poucos centímetros maior-
- Aquele -aponte para o chamativo vermelho-
- Ótimo! Achou o vestido muito .. -disse balançando as mãos- Extravagante?
- Não, ta perfeito -ela puxou um puf e sentou de costas pra mim me entregando um pente-
- Boa sorte -riu e eu comecei a trançar seu cabelo calmamente deixando uns fios soltos e não trançando até o final, prendi com o elástico e dei uma afrouxada nela, dando um ar mais despojado- Ficou perfeito Mel -sorriu se olhando no espelho e ouvimos vozes vindo lá de baixo- Chegaram!
- Eu vou indo, vou ver o Matheus -deixei um beijo na sua bochecha enquanto ela fazia a maquiagem-
- Como ele esta?
- Vou ver agora, ele dormiu a tarde toda -disse antes de fechar a porta e seguir pro meu quarto-
Entrei e fui até meu pequeno que ainda estava encolhido, pus uma mão no seu rosto preocupada, ele estava quente, está piorando. Passei a mão puxando seu cabelo pra cima notando alguns resquícios de suor.
- Filho -disse acarinhando seu cabelo- Matheus, acorda -ele resmungou se mexendo- você tem que ir tomar banho
- Uhum -coçou os olhos e se sentou na cama me olhando-
- Você melhorou? -perguntei o puxando para o meu colo-
- Só to com frio e com sono -assentiu-
- Ta com fome? -negou- então, vou pegar suas coisas pra você tomar banho ta?!
- Alguém aqui vai ficar em casa hoje? -Lucas disse entrando no quarto enquanto eu ia pro banheiro levando as coisas do Matheus- Eai grandão? Vamos pra casa do papai? -perguntou se jogando na cama ao lado do Matheus-
- Ah não tio -disse manhoso-
- Ué?! -Lucas riu e o Matheus levantou indo pro banheiro- O que ele tem? -gritou-
- Acho que resfriado -respondi ajudando meu pequeno a se despir e ligando o chuveiro na água um pouco mais fresca para ver se cortava esse inicio de febre- Ele ta com a garganta ruim desde ontem -voltei pro quarto pra pegar a toalha-
- Quer que eu leve no médico? -perguntou Lucas preocupado-
- Vou dar um remédio pra cortar a febre, se não melhorar eu levo -ele assentiu e eu voltei pro banheiro-
- Se precisar me liga Mel -disse deixando um beijo na minha testa- Eu vou indo
- Ta, pode deixar
- Tchau pequeno -acenou pro Matheus que se ensaboava e saiu-
Taís gritou um tchau e saiu apressada enquanto eu trocava o Matheus que continuava com frio.
Deixei ele deitado na cama vendo Tv com o termômetro embaixo do braço e desci em busca de um remédio para febre, encontrei os pais da Taís lá embaixo que se assustaram ao me ver pensando que eu tinha saído com ela pouco mais cedo. Eles iriam sair para jantar e ainda insistiram para que eu fosse mas disse que ficaria com o Matheus e que ele ainda não havia melhorado, ela ficou preocupada mas eu afirmei que estava tudo bem.
Me despedi deles e peguei o remédio para febre na maleta que a Carla guardava em cima do armário, subi rapidamente pro quarto, retirei o termômetro que indicada 38,5.
Dei o remédio pra ele e me deitei ao seu lado abraçando-o junto a mim, ele estava quieto demais o que me deixava com o coração apertado. Acarinhei seu cabelo até ele pegar no sono novamente mas não levou dez minutos para que ele acordasse tossindo e reclamando da garganta, medi sua febre novamente e não tinha abaixado. Fiz ele tomar um suco de laranja enquanto tentava ligar para o Lucas que não me atendia, desisti e chamei um táxi para levá-lo ao médico, peguei minha carteira com os documentos do Matheus, vesti uma calça jeans e coloquei um casaquinho leve já que estava fresco, troquei o Matheus que reclamava de frio e descemos. 
O carro já nos esperava lá embaixo. Pedi para o motorista me levar ao hospital mais próximo, eu não sabia mais andar aqui e estava perdida, cogitei em ligar para o Junior mas acabei desistindo, ele deveria estar comemorando com seus amigos, afinal, não era nada demais e eu conseguiria resolver sozinha.
Guardei o celular.
- Mãe.. -choramingou- eu to com dor na garganta.
- Calma, a gente ta chegando, já vai sarar ta? -limpei uma lágrima do seu rosto, a pior coisa é ver um filho chorando, com dor e você não poder tirar isso dele, meu coração ficava angustiado- Moço, a gente ta chegando? -perguntei acarinhando o Matheus-
- Mais cinco minutos.

Matheus respirava pesado, quase gemendo, continuava a tremer e suar frio encolhido no meu colo. Assim que chegamos, paguei o taxista e sai do carro com pressa, me atrapalhando toda, peguei ele no colo já que ele estava meio mole e me encaminhei ao hospital que por sorte não havia muita gente.
Parei na recepção com o Matheus agarrado em meu colo que mal permitia que eu pegasse seus documentos, a recepcionista, aparentemente poucos ano mais velha que eu, me olhou por cima de seus óculos de leitura e continuou a mexer no computador. Eu respirei fundo com vontade de pular no seu pescoço mas me mantive ali, esperando, olhando-a impaciente.
- Pois não?! -disse grossa e eu não tive tempo de responder, senti o Matheus amolecer nos meus braços, perdendo as forças, ele havia desmaiado-

~Neymar POV~

- E aí, mano?! -Gil sentou do meu lado com um copo de vodka na mão-
- Vou lá com as meninas -Bruna, que estava sentada no meu colo desde que chegou, levantou me dando um selinho e saiu rebolando atrás da Rafaela-
- Fala cebola
- Me explica essa parada de casamento, tu vai mesmo se casar?! -Gil bebericando sua vodka-
- Vou -suspirei fazendo uma careta- Daqui a um mês
- O que? -ele quase cuspiu sua bebida em mim, me olhando incrédulo-
- É que.. -quando eu ia me explicar, senti meu celular vibrando no bolso da minha bermuda- Já volto
Levantei saindo do barulho e entrando em casa enquanto tentava pegar o celular que já tinha parado de tocar, tinha uma galera na sala, eu acenei pra eles e segui pro meu quarto, vi o nome da Mel na tela e eu senti um frio na barriga nada bom. 
Antes que eu pudesse retornar a ligação tinha chego uma mensagem dela.

De: Melissa
Por favor, me liga quando puder
Preciso de ajuda

Disquei seu número apressadamente errando duas vezes, eu implorava para que ela atendesse logo, e, como se ela estivesse me ouvido, no primeiro toque pude ouvir sua voz do outro lado com algumas vozes no fundo mas nada que me impedia perfeitamente de ouvi-la tensa e nervosa do outro lado, algo tinha acontecido.
- Junior! -exclamou com a voz falha-
- Melissa, o que aconteceu? -perguntei preocupado assim que percebi que ela estava chorando-
- Fica calmo! -pediu mansa mas era tarde demais, eu estava quase quebrando o celular de tanta força que o segurava- Eu só to nervosa, não aconteceu nada demais, é só que..
- Onde você ta Mel? -a interrompi-
- Eu to num hospital -o chão se desfez sob meus pés-
- Você ta bem? Pelo amor de Deus o que ta acontecendo? -acho que acabei gritando no telefone-
- Calma Junior.. O Matheus tava passando mal e..
- Em que hospital? -interrompi novamente enquanto colocava uma calça segurando o telefone entre meu ombro e minha orelha-
- Hum.. -resmungou- não sei.. É uns quinze minutos da casa dos pais da Taís
- Ta, to indo pra aí -disse descendo as escadas correndo-
- Junior, não precisa se preocupar não é nada grave
- Já to chegando Mel -desliguei e avisei minha mãe que estava saindo mas não tinha tempo de ficar explicando e não queria preocupa-la- Bruna, eu já volto -prometi enquanto entrava no carro jogando meu celular e a carteira no banco do lado-
- Onde você vai? -perguntou com as mãos na cintura-
- Ver o meu filho, ele não ta bem eu já volto -disse firme dando a partida e fechando a porta-
- Não demora -disse antes de se virar e entrar em casa, bufei apontando o dedo pra ela e acelerei-

Em dez longos minutos eu cheguei ao hospital mais próximo que a Mel havia me dito, olhei pelos corredores e não vi ninguém conhecido, alguns me olhavam surpresos e assustados e quando eu estava prestes a sair vi a Melissa saindo de uma das portas a minha frente, ela estava com os olhos vermelhos e quando me viu voltou a chorar, fui até ela sem saber o que fazer.
- Cadê ele? -perguntei e ela me puxou pra dentro da sala onde ela estava antes, a fiz sentar numa das cadeiras e peguei uma água pra ela-
- Ele ta lá dentro -apontou para uma porta de vidro e deu um longo gole em sua água-
- O que aconteceu? -perguntei sentando do seu lado-
- Ele estava reclamando de dor de garganta desde ontem, eu dei um remédio, achei que era resfriado ou sei lá -deu de ombros, eu estava agoniado- mas aí hoje deu febre e não abaixava, aí eu o trouxe e antes que eu pudesse preencher as fixas ele desmaio no meu colo, ninguém me diz nada nessa droga de hospital! -gritou irritada e suas lágrimas voltaram- Eles me atenderam super mal, e quando eu perguntei do Matheus me mandaram sentar e esperar que os médicos sabem o que fazem, pelo amor de Deus ele é meu filho e eu tenho o direito de saber como ele está! -disse entre as lágrimas e sem pensar duas vezes eu a abracei, foi por impulso, eu não sabia o que dizer mesmo a intendendo perfeitamente, afaguei seu cabelo tentando acalma-la e ela aos poucos foi voltando ao normal. Nos separei encarando seu rosto mas a minha vontade era de ficar junto a ela a noite toda, era aconchegante, reconfortante, era perfeito e meu corpo todo formigava de uma maneira boa.
- Fica calma -pedi- Você está muito nervosa, infelizmente é assim aqui -dei de ombros- Eu vou lá ver se consigo alguma informação, já volto -prometi antes de me levantar e ir lá na recepção, olhei a loira que mexia no computador e parou imediatamente quando me viu, seus olhos de iluminaram, e ela sorriu largamente, fechei a cara olhando sério- Gostaria de saber sobre meu filho
- Pois não, qual o nome dele? -perguntou muito simpática-
- Matheus Henrique Cardoso dos Santos -disse seco e ela digitou algo no computador-
- Só um minuto -piscou descaradamente e se levantou, revirei os olhos pra tamanha audácia- Ele está na ala das crianças, o médico já irá chama-lo -disse quando voltou com o cabelo solto nos ombros e um batom ridiculamente escuro e mal passado na boca, quase ri, pisquei pra ela descarado e saí voltando pra sala anterior, Mel estava de pé conversando com um médico, ela me viu e me chamou-
- Me chamaram pra entrar com ele -disse quando eu me aproximei-
- Tudo bem -assenti e ela entrou pela porta de vidro segurando-a e me olhando-
- Não vem? -perguntou com as sobrancelhas arqueadas, sorri de lado e a acompanhei-

- Como foi só um começo de uma inflamação na garganta, creio que dez dias tomando esse antibiótico funcione, não é nada grave -disse o médico escrevendo no papel enquanto o Matheus estava no colo da Mel entretido brincando com seu cabelo- Ele desmaiou porque a febre subiu, aquele remédio que você deu não foi tão útil e quando o efeito passou a febre subiu consideravelmente, o que poderia causar algo mais grave como uma convulsão, mas esta tudo sobre controle, não é meninão?! -Matheus assentiu vergonhoso e voltou a sua desastrada trança no cabelo da mãe- Ele costuma dormir de boca aberta? -perguntou olhando pra minha e pra Melissa, eu não fazia a menor ideia então olhei pra ela-
- As vezes sim, quando está bem cansado
- Bom, nesse caso, é sempre bom ter um umidificador de ar por perto, vai ajudar a não secar a garganta e deixa-la irritada -assentimos e ele continuou anotando- Bom, passei esse antibiótico, de seis em seis horas, 5 ml e essas pastilhas que adormece e amacia a garganta pra ajudar ele a engolir e aliviar a tosse pra não irritar mais a garganta e piorar -disse apontando para a receita em suas mãos e nos mostrando o que havia anotado- E.. esse remédio aqui caso de febre, mas só se der febre mesmo, e evitar coisas geladas, não andar descalço, não pegar friagem.. em poucos dias ele já vai estar bem -entregou a receita pra mim se levantando-
- Obrigado doutor -apertei sua mão e ajudei a Mel se levantar com o Matheus no colo-
- De nada -sorriu apertando a mão da Mel e bagunçando o cabelo do Matheus- Olha, se não for abusar de vocês, você poderia tirar uma foto.. -pediu sorrindo sem jeito-
- Claro! -assenti e ele se aproximou batendo a foto- Quer um autógrafo? -perguntei e ele assentiu me entregando o papel e a caneta, olhei pra Melissa de relance, ela revirou os olhos- Desculpa, como e seu nome?
- Carlos, mas pode fazer pra minha filha Amanda, ela é muito sua fã
- Amanda.. -disse enquanto escrevia- pronto
- Obrigado Neymar -apertou minha mão novamente-
- De nada -sorri e acompanhei a Mel que já estava do lado de fora-

- Quer um autógrafo? -Mel disse numa tentativa fracassada de me imitar enquanto íamos para o carro, passando pela loirinha da recepção que acenou pra mim-
- Ué?! -ri desalarmando o carro-
- Você é metido -deixou o Matheus deitado no banco de trás e eu a acompanhei-
- Estou acostumado -disse sentindo a nossa aproximação, ela riu e fechou a porta quase no meu dedo entrando imediatamente no banco da frente-
A Melissa era frustrante, difícil, orgulhosa e eu sei que negaria até o fim.
Mas negar o que Neymar?
Eu era um idiota, bastou um abraço, um contato mínimo entre nós pra mim imaginar quando isso poderia acontecer de novo. Foi bom, foi ótimo e mesmo que eu tentasse odiá-la por tudo que ela fez bastava ela olhava pra mim e eu já estava em suas mãos, era irritante!

Parei em frente a farmácia e ela desceu pra comprar os remédios, olhei pro Matheus deitado no banco mexendo no cinto de segurança e sorri.
Que baita susto você me deu hoje!
Liguei o rádio numa estação qualquer e deixei meio baixo. Peguei o celular e tinha algumas ligações da minha mãe e da Bruna, mandei uma mensagem dizendo que estava tudo bem e que logo eu voltaria. A Mel entrou no carro com uma sacola da farmácia.
- O cara da farmácia disse que é de oito em oito horas -Mel disse fechando a porta-
- Ele tem certeza? -perguntei dando partida-
- Bom, ele disse que pelo peso do Matheus é 5 ml de oito em oito horas -deu de ombros mexendo na sacola-
- Deixa eu ver -tomei a sacola da sua mão, ela bufou cerando os olhos, retirei o xarope da sacola com um pouco de dificuldade por estar dirigindo deixando a sacola cair- Droga! -tentei pegar a sacola dando um giro no volante e saindo um pouco da pista-
- Deixa que eu pego! -disse assustada e revirou os olhos se abaixando pra pegar a sacola- 
Mel ponhou a mão na minha coxa quando eu passei em um buraco, eu engoli em seco me desconcentrando.
- Junior! -gritou passando a mão na cabeça e se levantou rapidamente, eu gargalhei- Ri mesmo desgraçado -reclamou fazendo um beiço que eu juro que me contive pra não morder-
Se controla idiota!
- Desculpa -disse rindo e ela apontou o dedo pra mim se virando pro janela, ela pensa que eu não vi, mas ela sorriu antes de olhar pra mim novamente-

Quando chegamos, deixei o carro na frente da casa dos pais da Taís e peguei o Matheus no meu colo, subi acompanhando a Mel, que por um milagre veio tagarelando o caminho todo, subimos com o Matheus, ela deu xarope pra ele e eu o ajudei a escovar os dentes e por ele na cama. Deitei ao seu lado e logo a Mel, que tinha descido pra cozinha, voltou e deitou conosco.
Em meio a conversa o Matheus dormiu, aparentemente ele havia melhorado um pouco, isso significava que era hora de ir embora, mas eu não queria que todo esse clima se quebrasse, não queria que acabasse.
Eu gostava de ter ela próxima, como uma amiga talvez.
Será que podíamos dar uma trégua?
Mel foi mais rápida que eu e se sentou prendendo o cabelo num coque, me levantei também calçando o tênis e aquele silêncio incômodo estava de volta..

- Será que a gente não podia conversar? -perguntei, quebrando o silêncio, quando estávamos descendo as escadas, ela paralisou nos primeiros degraus e eu me virei para observa-la-

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Hello Hello!!
Olha quem resolveu postar mais rápido..
Como eu prometi, um capítulo mais light (sem brigas) e um pouquinho de MelMar para deixar com gostinho de quero mais..
Fiz um capítulo beeem grande pra dar uma compensada aí e (como nem tudo são flores) vou viajar e vou ficar umas semaninhas sem postar mas prometo que volto logo.
Vou deixar vocês curiosas :D
Eu amo fazer isso :)
Espero que tenham gostado, e comentem bastante.
Olha, fiquei chateada com só 4 comentários no capítulo passado, mas dei um desconto, eu também demorei muito.
Enfim, comentem bastante!!
Beijos gatas
Até o próximo

Bru: Kkk' não demorei (não tanto) prepara esse coração que terá fortes emoções rsrs' beijos lindona
Alana: Ta aí flor.. bjos
Njr Ousado: Obrigado linda, fico muuito feliz :) espero que continue acompanhando kk' Siim, logo logo eles se juntam kk' beijos
Amoreco: O que achou desse capítulo? Só vou adiantar uma coisa: Prepare seu coração para o próximo, vai ter fortes emoções kk' Só vou deixar vocês um pouquinho curiosa.. não me mate kk' Beijos Dani <3

domingo, 4 de outubro de 2015

Cap. 23 "Admite, eu sei que também sente falta.."



"Lembra, vou procurar não esquecer
De tudo que eu já fiz e
Ainda posso fazer por você, por você"

-Coisas de quem ama - Jorge e Mateus-

~Neymar POV~

- Júnior, senta aí -disse meu pai assim que cheguei em seu escritório depois da exaustiva conversa com a Bruna e o pai dela, meu empresário também estava lá-
- Pai ele não pode me fazer casar a força -disse me recusando a sentar-
- Nós avisamos você das suas responsabilidades, falamos que tudo que você faz tem consequência meu filho -disse tirando os olhos das papeladas que ele provavelmente estava lendo-
- Eu sei, eu vou assumir esse filho mas eles não podem me obrigar a fazer esse casamento
- Júnior se essa menina espalha que tá grávida agora seus patrocinadores vão cair como já caíram quando você assumiu o Matheus, você tem que casar com ela! -disse Ricardo- - Eu não quero, cansei dessas ameaças idiotas, não vou casar!
- Pelo amor de Deus Júnior! -meu pai gritou jogando os papéis na mesa- Você não está entendendo! -levantou deixando seus óculos na mesa e me encarando- Se você pretende ir jogar na Europa terá que encarar os fatos, organizar sua vida. Aqueles caras são clubes sérios que não vão aceitar suas farras, você tem que assumir uma postura, eles vão exigir isso de você. Dois filhos de mães diferentes, sem contar suas regalias de festa, bebida.. Esse negócio de faltar em treino, chegar atrasado.. Você vai casar com ela, vai ter uma família e ser um cara responsável porque foi assim que eu criei meus filhos!
- Que merda! -grunhi-
- Calma.. Você não precisa viver com ela eternamente também -disse Ricardo assumindo um tom mais calmo- Se o pai dela quer que vocês casem daqui a quatro semanas, casem daqui a quatro semanas, depois disso espalha a gravidez e quando o bebê nascer você se separa, pronto, resolvido o problema -olhei pro meu pai que tinha se sentado de novo e voltou a ler seus papéis, respirei fundo e me sentei na cadeira vazia passando a mão freneticamente no cabelo- Dois anos, o bebê nasce, você segura as pontas até ele fazer um ano e separa
Dois anos é muito tempo, não sei se conseguiria aguentar tudo isso, se bem que é só continuar como estava, se ela quer tanto casar comigo desse jeito, talvez eu possa fazer isso.. Ou não.. Não sei se consigo esconder essa mentira por dois anos.
Mas você aguenta essa menina a quase um ano! 
Mas agora é diferente..
Por que? Por causa da Mel? 
Mel.. Por que ela me afeta tanto?

Flash Back On

- Você e minha mãe não se gostam -Matheus disse convicto sentado na cadeira na beira da minha piscina enquanto eu me secava com a toalha-
- Quem disse isso? -perguntei ainda sem saber o que dizer, será que a Melissa fala mal de mim pra ele?-
- Eu, porque vocês só sabem brigar -deu de ombros, ele parecia triste, diferente de alguns minutos atrás que estava sorrindo e brincando comigo, como viemos parar nesse assunto?-
- Claro que não, nós não estamos brigados -expliquei enrolando a toalha na cintura-
- Então por que vocês não são iguais os outros pais?
- Iguais como? -perguntei meio confuso-
- Vocês não fazem assim -gesticulou com as mãos como se um casal estivesse se beijando e eu ri de sua inocência, mas dizer que isso não me afetou seria mentira-
- Porque não estamos namorando, e só namorados fazem isso -balancei meu cabelo com a mão mesmo e me sentei ao seu lado-
- Por que? -perguntou meu curioso-
- Porque.. Não sei
- Vocês não se gostam? -quem disse isso?-
- Não sei.. -dei de ombros, por favor pare de fazer perguntas difíceis!-
- Você não gosta dela? -Mais do que você imagina-
- Gosto! A sua mãe é uma mulher muito especial pra mim, ta?!

Flash Back Off 

Eu preciso de um tempo para similar todas essas coisas que estão acontecendo. Já me deram informações demais para pensar hoje. Preciso clarear a mente de uma maneira que só eu sei.
- Onde você vai? -meu pai perguntou sério assim que levantei, dei de ombros e fui saindo- Nós ainda não terminamos -meu pai jogou os papéis em cima da mesa e eu os encarei sem entender nada- Real, Barça e Santos, essas são as propostas..

~Mel POV~

Minha mala está pronta desde o dia que eu desembarquei no Brasil, só estou esperando decidir a outra parte do acordo para finalmente poder voltar pra minha casa, ou me mudar de vez, a essa altura do campeonato não sei qual seria a melhor opção, ou a menos pior..
Nesses últimos dias passei a acompanhar todos os canais que mencionavam o Neymar mas tudo dizia a mesma coisa, nenhuma decisão foi tomada.

- Pelo amor de Deus Mel, para um pouco de ver isso -disse Lucas se jogando no sofá do meu lado-
Estávamos na casa do Gil passando a tarde como nos últimos dias, eu sabia que estava mais chata que o normal e mesmo assim eles tentavam me animar. Matheus saiu com a Nadine e com a Rafaela, foram pro shopping e só chegaria a noite.
- É.. a gente podia ver um filme -sugeriu Gil dando um gole na sua cerveja-
- Eu topo até futebol, mas tira isso! -exclamou Taís exagerada-
- Ta -me rendi- ponham o que quiserem! -dei de ombros e me levantei indo pra cozinha pegar água-
- Traz uma Heineken aí! -Lucas disse balançando sua garrafa vazia, revirei os olhos-
- Vou fazer brigadeiro! -Taís saltou do sofá e veio correndo atrás da mim enquanto Gil colocava um filme- Ah qual é Mel, anima! -me abraçou de lado e eu forcei um sorriso- Vem me ajuda com a pipoca -me puxou quando eu pegava o copo do armário, revirei os olhos- Onde está as panelas?
- Andem logo! -Gil gritou da sala-
- Cala a boca Cebola! -Taís bufou e continuou sua difícil tarefa de abrir cada armário procurando as panelas-
- Eu acho que está naquele ali em cima -apontei no armário em cima dela-
- Ah é! -exclamou pegando duas panelas e me entregou uma-
- Cadê a minha cerveja? -Lucas entrou na cozinha puxando meu cabelo-
- Ta na geladeira, idiota!
- Me respeita menina! -disse puxando meu cabelo de novo-
- Lucas! -dei um tapa na sua cabeça enquanto ele abaixava pra pegar a garrafa de cerveja-
- Reunião das meninas na cozinha? -Gil entrou pra completar a zona-
- Não sem você fofa -Lucas retrucou na pior imitação feminina que eu já ouvi-
- Gays -Taís disse revirando os olhos-
- Shiu querida -Gil disse pondo as mãos na cintura- 
- Ah parem de ser idiotas! -disse colocando a pipoca em uma bacia grande- Vamos?
- Mas meu brigadeiro não ta pronto!
- Também fica aí falando e não faz as coisas -Gil provocou-
- Shiu querido -retrucou ela rindo- 

- Ele vai te matar! -Taís disse quando o assassino do filme estava atrás da mocinha, ela falou o filme todo e eu estava quase dormindo deitava no colo do Lucas no sofá maior, Gil no chão e a Taís na poltrona- Ai saí daí sua idiota!
- Ela não te ouviu Taís.. -Gil murmurou e ela apontou o dedo pra ele-
- Ta dormindo? -Lucas sussurrou no meu ouvido enquanto acarinhava meu cabelo-
- Quase -sorri me ajeitando no seu colo e meu celular começou a tocar- Merda -sentei no sofá e peguei meu celular, era o Neymar, estranhei, ele estava em reunião, até onde eu sabia-
- Não vai atender? -Gil perguntou e eu saí do alcance deles para atender-
- Alô -disse subindo para o quarto do Gil e fechei a porta-
- Mel? Oi 
- Hum.. Oi
- É.. Eu liguei porque queria falar com você
- Ah.. pensei que queria mesmo
- É. Eu pensei que você tinha que saber -ele fez uma pausa e eu esperei que continuasse- Meu pai não queria que eu dissesse agora, mas, eu achei melhor que soubesse
- O que? -perguntei curiosa, odeio enrolação-
- Eu tava na reunião agora a tarde..
- Diz logo Júnior! -pedi sentindo o ar esvair do meu pulmão, será que ele já decidiu pra onde vai jogar?-
- Eu, meu pai e meu empresário conversamos muito e eu já decidi pra onde vou -abri a boca mas ele continuou- Na verdade tudo vai se acertar amanhã, na última reunião mas eu já tenho minha decisão e achei importante falar pra você. Bom.. -respirou fundo, ele parecia estar tão nervoso quanto eu- Eu escolhi o Barcelona -eu não sabia o que responder, não sabia se ficava feliz por não ter que me mudar, ou pelo Matheus não ficar tão longe do pai, existem suas vantagens mas eu sei que tudo vai mudar, e eu tenho medo dessas mudanças-
- Que bom -exclamei depois de uma longa pausa-
- Pois é
- Parabéns
- Obrigado 
Desliguei o celular e sentei na cama do Gil porque minhas pernas já não me sustentavam mesmo eu me sentindo um tanto mais leve, como se tivessem retirado uma tonelada das minhas costas.
Será que eu já posso ir pra casa?
O que temos que resolver ainda?
Quando será que ele vai?
Bom, pelo menos não vou precisar ficar vendo jornal..
- Ei! -Lucas chamou batendo na porta- Tudo bem? -disse entrando no quarto-
- Ta..
- Quem era?
- O Neymar -dei de ombros-
- Eu to indo pra casa, quer ir lá?
- Não, vou voltar com a Taís
- Acho melhor descer antes que aqueles dois se matem -rio e assenti ouvindo o Gil e a Taís brigando lá em baixo-

- .. e aí, a vó e a tia Rafa me lavaram naquele brinquedo colorido grandão sabe?! -Matheus esticou os braços para medir o brinquedo que ele foi no shopping. Ele não parou de tagarelar desde a hora que chegou, eu tava deitada na cama e ele pulando do eu lado- Ele gira alto e a gente tem que segurar se não a tia disse que cai
- É? E você não ficou com medo? -perguntei e ele se jugou de bunda fazendo a cama balançar-
- Não né mãe, eu sou um homem grande já e nem dá medo
- Uí, homem grande -beijei sua bochecha e ele me empurrou-
- Para mãe, você e a tia Rafa ficam fazendo isso toda hora -limpou o rosto com um bico enorme-
- Ah, é? -cerrei os olhos pra ele ficou me olhando já sabendo o que eu ia fazer, sorri e levantei correndo atrás dele- Vem aqui me dar um beijo! -ele gargalhou pulando por cima da cama até que eu o alcancei e enchi seu rosto de beijo e fazendo cosquinhas na sua barriga enquanto ele não se aguentava de gargalhar-
- Para mãe! -disse entre as gargalhadas, me sentei com as penas cruzadas e me olhou emburrado-
- Hora de dormir bravinho -belisquei sua bochecha-
- Mas eu não to com sono -deu de ombros-
- Mas já é tarde, vai escovar os dentes mocinho -levantei e acompanhei ele até o banheiro-
- Mãe, a gente vai almoçar na vó Nah amanhã?
- Não sei, por que?
- Nada -deu de ombros pegando sua escova- é que eu queria ir..
- Hum..
- Meu pai vai ta lá..
- É mesmo?!
- Uhum.. -murmurou- Vocês não tão conversando?
- Estamos, claro que estamos
- Mas vocês não ficam juntos, porque vocês não dão beijinhos igual o pai e a mãe das outras crianças? -disse num tom acusatório com as mãos na cintura-
- Por que.. -Escova o dente Matheus!- porque o seu pai tem uma namorada e nós dois não estamos mais juntos.. -espero tem explicado-
- Mas, vocês não se gostam mais?
- Filho -abaixei para ficar do seu tamanho e o puxei pra perto de mim- Eu e o seu pai ficamos muito tempo longe do outro e seu pai gostou de outra mulher, aquela que ele namora..
- Você não gosta mais do meu pai? -ele perguntou com uma expressão meio triste. Não Matheus, não é isso!-
- Não é isso Matheus, é claro que gosto, seu pai é um cara bem legal!
- Mas se você gosta dele e ele gosta de você, por que vocês não moram juntos?
Porque a vida não é tão fácil como você enxerga...

***********************************************
Oiie gatas lindonas do meu core <3
Capítulo beeem pequeno porque deixei uns acontecimentos para o próximo, basicamente não teve nada nesse, só pra atualizar mesmo já que alguém sumiu de novo :)
Meu PC bugou e eu acabei perdendo o que eu tinha do capítulo, tive que escrever e editar pelo celular, então qualquer erro aí relevem okay?!
No próximo eu capricho ;)
PS: Acabei perdendo muita coisa :(
PS2: Mas já consegui recuperar algumas :)
Enfim.. Beijos
Até mais!

Neymar Amor Eterno: Ebaa, parabéns (muito atrazado kkk') Beijoos
Jub's: Melissa e seu jeito enjoado kkk' Ele vai pro Barça :D mas a mala vai com ele :( kkk' beijoos
Sara: Oii gata, Rafaela ainda vai aprontar kkk' Vou caprichar no próximo, prometo :'* bejooos
Dani: Lindona <3 A Mel é complicada? Tem certeza? kkk' Não mata a Rafa não, ela ainda tem que aprontar kk' brigado moreco do meu core <3 bjoooos
Lavi: O casal complicado kk' Dão certinho juntos kkk' beijoos amore
Maria L. Cardoso: Eu amo seu sobrenome kkk' A Mel CARDOSO pensar nas pessoas?1 kkkk' complicada do jeito que é.. Olha que safadinha kk' vou fazer um cap hot dos dois kkk' beijos lindona
Bru Lacerda: Também tava linda :( eu preciso criar um dia a mais kk' ta difícil essa vida.. beijoos
Samylla: Obrigado minha FROOR beijooos
Carol: Desculpa nada kkk' Ai meu Deus kkk' Juro, achei que você iria me matar e ta ai, me fazendo chorar (to chorosa) Seu capítulo de recompensa vai ser o próximo, esse ta ruim, beijoos lindonaa

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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Cap. 22 "Mas a vida tinha um plano e separou a gente.."


Ruas desertas, conflitos internos

Vivendo um sonho que não é só meu

Saudade de casa

Que grande ironia

Meu tempo agora não é mais só meu

E você não entende

A ação do tempo e as coisas

As circunstâncias e as coisas


- Um dia a gente se encontra - CBJ -


~Neymar POV~

- Onde ela está? -entrei quase arrebentando a porta de casa e gritando a plenos pulmões esperando que alguém me respondesse-
- Calma cara! -Gil disse com as mãos erguidas levantando do sofá, não sei se pelo susto da minha raiva ao entrar ou para me segurar com medo de eu fazer alguma coisa ali- Senta ai -disse receoso e eu quis rir, eu não tava a fim de ficar esperando aquela maluca aparecer, iria atrás dela até no inferno para sentir minhas mãos firmes em volta do seu pescoço e gritar com ela até essa raiva sair do meu peito ou ela criar um pouco de juízo-
- Me diz onde a Melissa tá! -ordenei olhando para todos no sofá, minha mãe me olhava com piedade, ela deveria ter pena da Cardoso pelo que eu planejava fazer com ela, meu pai sempre sério, a Tais chorando, o Gil estava tenso, a Rafaela sorrindo das desgraças dos outros e a Bruna ainda estava lá, parecia irada, não tanto quanto eu estava-
- Eu falei que ela era problema -Rafa disse se levantando e rindo-
- Cala a boca pirralha! -grunhi com os dentes cerrados-
- Junior se acalma -minha mãe se levantou e caminhou em minha direção-
- Será que alguém pode me dizer onde ela foi em vez de ficar me pedindo calma?!
- A gente não sabe! -Tais disse por fim gritando mais alto que eu-
- Então.. -não terminei de falar, e sai correndo batendo a porta com toda a força que eu podia, ignorei os chamados de todos e fui pro meu carro tentando ligar pra ela mas só dava caixa postal-
- Espera porra! -Gil disse segurando a porta do meu carro antes que eu pudesse fechar enquanto tentava novamente ligar pra ela- Ela foi pro aeroporto de madrugada
- Eu sei -disse com os dentes cerrados-
- A gente pode ajudar -Gil olhou pra Tais que estava do seu lado em pé, eu não tinha reparado nela ali-
- Neymar! -escutei aquela voz irritante da Bruna e bufei olhando para trás e ela vinha correndo- Você vai me deixar sozinha de novo? -ela não tinha perguntado isso, diga que ela não não falou isso se não ela quem seria estrangulada-
- Entra aí -disse pro Gil e pra Tais no tom mais baixo que eu pude-
- Júnior eu te fiz uma pergunta -Bruna insistiu parada na calçada do outro lado da rua, cruzou os braços na altura do peito e me olhou irritada-
- E eu tô te respondendo -esperei que eles entrassem e arranquei com o carro sem saber onde iria-

**********************************
- O Caio me ligou.. -Taís disse num fio de voz- Ele estava indo para Madrid e parece que a Mel tinha pegado o vôo anterior pra lá..
- Faz quantas horas isso? -perguntei-
- Que ela sumiu mais de quatro, que ele foi, duas horas -Gil disse olhando no celular- A gente não pode ir pra lá cara..
- Você acha que eu vou ficar esperando ela voltar? Acha que ela vai chegar aqui de uma hora pra outra? Ela fugiu! -gritei apertando o volante na minha mão até sentir minha palma arder-
- Então você quer sair por ai procurando ela Neymar? -Gil berrou batendo as mãos no painel do carro- Vai sair andando e chamando ela por ai? Essa é sua grande ideia?
- Não.. -segui reto a rua que estava e virei as outras duas ruas seguintes parando em frente a delegacia-
- Você só pode ter ficado maluco! -Tais praticamente pulou para a frente do carro e agarrou meu braço antes que eu pudesse abrir a porta- O que você tá fazendo?
- Eu vou prestar queixa -disse convicto e soltei meu braço dela abrindo a porta, ela olhou perplexa pro Gil como se pedisse ajuda e ele saiu do carro-
- Júnior pelo amor de Deus, espera, não precisa de fazer isso! -correu em minha direção tentando me alcançar segurando meu braço, numa tentativa inútil de me impedir de seja o que for que eu fosse fazer, quando eu já estava subindo os poucos degraus que davam na entrada da delegacia-
- Isso é sequestro -olhei pra ele que enfiou a mão na minha boca-
- Cala a boca, porra! -grunhiu e olhou para as pessoas que estavam em volta, eram poucas mas tenho certeza que ouviram o suficiente ou até demais, mas eu não me importava- Você quer fuder com tudo?
- Eu quero o meu filho comigo e vou fazer o que for preciso pra isso acontecer -fechei minhas mão em punho-
- Dá pra você esperar pelo menos até o Caio ligar e passar alguma informação pra gente para depois você pensar no que fazer? -perguntou fazendo um enorme esforço para me convencer-
- Não -neguei- Eu não preciso da ajuda daquele idiota
- Júnior, pela última vez -disse calmo coçando os olhos, parecia exausto- entra na droga do carro antes que eu te carregue até lá, eu não estou brincando
- Ela não vai fazer isso comigo de novo Gil, eu não vou permitir
- Eu sei no que você está pensando, você está com medo de perder o Matheus mas isso é impossível, volta pro carro irmão -me olhou nos olhos tentando me passar um pouco de segurança mas quando se trata da Melissa não existe certeza, eu nunca sei do que ela é capaz- eu prometo que a gente vai dar um jeito nisso, mas por favor, não entra alí -apontou pra porta da delegacia- isso vai complicar as coisas.

Voltei pro carro bufando antes que aparecesse mais gente ali, aqueles sussurros e olhares tortos estavam me deixando mais irritado. Eu não sabia o que fazer, não sabia qual seria o próximo passo da Melissa e assim não poderia dar o meu primeiro, eu estava me sentindo um inútil, um verdadeiro nada, o pai dela tinha me avisado e eu não escutei..
"Ela vai fugir de novo e dessa vez ninguém vai encontrá-la..."
"Eu tenho medo do que ela possa fazer"
"Seja rápido menino, senão você nunca mais verá seu filho"
Eu não podia ficar esperando, ele estava certo e eu demorei demais para agir, ela já tinha fugido e o medo de saber que eu poderia perder meu filho de novo estava me consumindo, eu devia ter voltado pra casa ontem anoite, devia ter ficado perto do meu filho e ter protegido ele mas ao invés disso eu fui um idiota e decidi fugir pra sei lá onde. Eu tinha uma certeza, ela tinha ido para Madrid, ela não devia ter chegado ainda mas mesmo se eu fosse agora pra lá, não chegaria a tempo, estou três horas atrasado mas ainda há algum tempo, e eu não posso perdê-lo.

~Mel POV~

- Você foi uma estúpida egocêntrica! -Caio gritou pelá vigésima vez no meio da nossa discussão- Você só pensa em você mesma Melissa!
- Menti.. -protestei mas ele me interrompeu possuído por uma ira que estava me deixando com medo, nunca tinha visto ele dessa maneira, Caio nunca brigou comigo de gritar e apontar o dedo na minha cara, ele nunca me xingou, no entanto ele estava vermelho de tanto berrar e foram raras as vezes que ele olhou nos meus olhos, eu o magoei muito, isso estava evidente-
- Não venha dizer que é mentira porque você vive fazendo isso! Se em algum momento você tivesse pensado nas pessoas em sua volta, no que aconteceria com elas quando você fugisse eu tenho certeza que você não teria feito isso!
- Eu pensei!
- Não -ele ergueu o olhar pros meus olhos num encontro dolorido- não pensou!
- Eii!  -Eric chamou nossa atenção- Acho que ela já intendeu
- Ela nunca intende! -ele virou de costas e foi caminhando para cozinha, eu podia sentir a tensão que tomava conta daquele local, sua expressão era de cansaço e exaustão, mas eu ainda me sentia segura ao seu lado, mesmo irado, com raiva de mim eu sentia uma segurança ao seu lado, como se ele tivesse a solução, e bem ao fundo dos seus olhos eu pude ver o quão vulnerável ele estava, ele não viajaria horas e horas por qualquer coisa, por qualquer pessoa e eu nem se quer tinha deixado uma mensagem para ele, eu menti, o enganei e mesmo assim ele quem veio atrás de mim. Levantei e caminhei até a cozinha, ele estava com um copo de águas nas mãos e fingiu não me ver quando entrei-
- Desculpa.. -sussurrei tentando escolher as palavras certas- Eu tive que fazer isso, você não intende.. -iria começar a me desculpar mas virou na minha direção secadamente e disse:
- Você sempre diz isso, nós nunca te intendemos né?! -abri a boca para respondê-lo mas acabei desistindo, pois só iria arruinar mais a situação. Ele deixou o copo vazio na pia e passou por mim deixando seu celular ligado na bancada ao meu lado, em dúvida se era pra mim ler ou não mas ele já tinha saído de novo, olhei na tela acesa, era uma mensagem-

Para: Taís; Gil; Neymar
Encontrei ela, está tudo bem
Vamos voltar

- Foi um imprevisto, eu juro! Ta tudo bem -repeti novamente a frase já decorada para a Taís do outro lado da linha-
Caio me fez ligar para eles depois de combinarmos uma desculpa para minha vinda repentina para Madrid, não foi uma das melhores e eu tenho certeza que vai ser difícil de acreditar mas seria essa ou dizer que minha casa tinha sido assaltada, o que não fazia nenhum sentido.
- Então foi por causa disso que você foi embora?
- Eu estava cansada de ouvir coisas de mim, de me olharem torto, de me julgarem e de tudo mais que estava me sufocando e senti que precisava sair daí, precisava da minha casa
- Fique sabendo que o Neymar esta furioso -ela fez uma pausa, alguém falou ao fundo e ela bufou- Ele quer falar com você -respirei fundo sabendo que esse seria a por parte e assenti-
- Pode passar -disse num fio de voz enquanto Caio e Eric me observavam sentados no sofá-
- Beijos amiga, volta logo -não tive tempo de responder, era como se ele tivesse arrancado o telefone da mão da Taís e berrou do outro lado-
- Eu não quero saber das suas desculpinhas Cardoso, nós vamos resolver isso de uma vez por todas, cara a cara, vejo você no tribunal!
Ele desligou, foi mais rápido do que eu pensava e mais difícil do que eu achei que seria, ele estava mais que furioso e eu agradeci de estar a quilômetros e quilômetros de distancia dele, é claro que ele vai querer a guarda do Matheus e eu praticamente entreguei de mão beijada a ele.
Que grande merda você fez Melissa!

Dias Depois..

Sentei em uma cadeira pouco confortável em uma sala escura e fria do escritório de advocacia, estava desconfortável e minha perna direita não parava quieta, nunca pensei que iria passar por isso, era constrangedor e eu queria ir embora.
A maldita audiência estava marcada e meu advogado, Dr. Jorge Carvalho, me assegurou causa ganha e o máximo que poderia acontecer era guarda compartilhada, mas isso ficou longe de me deixar tranquila.
Desde de que voltei, forçadamente, ao Brasil, só vi o Neymar no aeroporto. Ele foi buscar o Matheus, nem se quer olhou na minha cara e não quis falar comigo me evitando de todas as maneiras possíveis. Como ele mesmo disse: Nos veremos na audiência.
Eu não queria passar por isso.
Íamos nos encontrar para um suposto acordo amanhã de manhã e eu passei minha tarde inteira conversando com o advogado para preparar uma proposta que seja boa tanto pra mim quanto pra ele, o que eu pudesse fazer para evitar um juiz eu faria.
- Então está certo Melissa, uma vez ao Mês durante uma semana?!
- É -concordei sem vontade e ele riu-
- Calma, nós vamos ganhar essa!
- Espero -sorri e levantei apertando sua mão-
- Amanhã oito e meia
- Estarei aqui -assenti e sai de sua sala, Caio e Taís me esperavam do lado de fora, estavam tão nervosos quanto eu-

~Neymar POV~

Encarei a imagem da Melissa na minha frente, ela estava tensa, eu podia sentir, também não estava longe disso. Era estranho estar ali, com uma única mesa que dividia e ao mesmo tempo segurava um pouco da tensão entre nós, nos encaramos por longos minutos, no começo eu a encarava para demonstrar o quanto eu estava irritado e bravo com ela, para deixá-la com medo mas ela não dá o braço a torcer nunca, sustentava o olhar da mesma maneira ou pior mas eu a conhecia muito bem e sabia que isso era apenas fachada. Evitei qualquer contato com ela desde o dia que ela voltou, não quis ouvir suas explicações de seja lá o que for que ela decidiu fazer, mas naquele momento eu quis perguntar, queria saber o que aconteceu da boca dela, eu sabia mais ou menos da história que o Gil me contou e eu neguei varias vezes dizendo que não queria ouvir mas agora, eu adiava minhas palavras para não quebrar aquele silêncio ensurdecedor. Fechei meus olhos quebrando aquele contato visual.
- Por que você.. -minha voz saiu mais grossa que o normal, limpei a garganta enquanto ela me olhava surpresa- Por que você fugiu?
- Eu não fugi..
- Você fugiu -interrompi ela que respirou fundo como se estivesse sem paciência-
- Eu -ela disse em voz alta- só não aguentei toda essa pressão, todas essas mentiras e essas pessoas me julgando e falando coisas da minha vida sem saber de nada, inventando histórias e jogando toda a culpa em mim
- Só por isso que você fugiu? -perguntei irônico-
- Eu não fugi, eu ia pra minha casa e estaria lá para quem quisesse me procurar
- Por que não me avisou? -escorei meus braços em cima da mesa buscando uma aproximação-
-  Porque você foi um dos principais motivos para que eu fosse -me calei por segundos, minutos ou até horas, minha mente votou ao momento que eu deixei escapar que a amava, ela disse que eu estava mentindo, ela não acreditou e depois sumiu- Você vai se casar -ergui o olhar até ela que desviou, por um momento jurei que ela estava quase chorando-
- Quem te disse? -perguntei num sussurro-
- Bom dia -minha advogada disse entrando na sala seguida do advogado da Mel-
- Bom dia -Melissa respondeu assumindo a postura de quando entramos nessa sala, a sua frieza estava de volta junto com seu olhar vazio e eu respirei fundo esperando uma longa manhã nada agradável-

********************************
Na mesma tarde eu tive treino três horas, não estava disposto a ir mas tínhamos um jogo importante no fim de semana e mesmo com a cabeça muito longe do campo eu fiz o treino completo levando algumas broncas do professor.
Minha advogada me convenceu a aceitar o acordo da Mel mas fizemos alguns ajustes, ela disse que não valia a pena levar isso até o tribunal até porque eu corria um grande risco de perder a causa e isso seria uma ótima notícia para aqueles urubus me atormentar o resto do ano, e eu também já estava disposto a não levar isso até o fim.
No resto da tarde fiquei com o Matheus em casa, não quero me desgrudar dele nunca mais, até a chata da Rafaella se rendeu e se juntou com a gente para assistir Madagascar e comer bobageiras, no meio do filme ele dormiu, como já era um pouco tarde levei ele até o apartamento dos pais da Taís onde a Mel estava ficando esses dias e depois voltei pra casa encontrando o pai da Bruna e meus pais na sala de casa, parece que meus planos de ter uma noite tranquila iriam por água a baixo...

~Mel POV~

- Sabiam que estavam aqui em cima! -Carla disse entrando no quarto da Taís onde nos estávamos já a um bom tempo, eu lia alguns dos vários papéis que o Dr. Jorge deixou para mim assinar e a Taís estava assistindo a uma novela da Globo em que a namorada do Junior aparecia e a cada momento que ela surgia na tela a Taís soltava um insulto seguido de um "Olha lá!", me limitava em revirar os olhos e voltar a prestar atenção naquelas palavras complicadas do papel-
- Oi mãe!
- Olá Carla -sorri abaixando o papel enquanto ela se juntava conosco na cama-
- Como foi lá, hoje cedo? -perguntou-
- Bem -dei de ombros com um meio sorriso no rosto, segundo meu advogado foi ótimo o acordo mas pra mim não era o suficiente-
- O que seria bem?
- Ele aceitou o acordo mas será igualmente duas semanas de cada -Taís explicou revirando os olhos-
- Mas meu Deus! -exclamou Carla- O menino vai viver em um aeroporto!
- Pois aí entra a pior parte do trato.. -Taís disse e me olhou como se me encorajasse enquanto sua mão nos olhava sem intender nada-
- Nos temos mais uma semana para decidir mas, talvez eu tenha que voltar a morar aqui -Carla pôs a mão sobre a boca para esconder seu espanto, Taís de um sorriso leve mais como um apoio, uma promessa em silêncio e me abraçou-
- Eu não acredito.. -Carla balançou a cabeça negativamente e o silêncio se espalhou até que eu levantei e fui pra cama-
Matheus dormia tranquilo na cama depois de passar a tarde toda na casa do Neymar, Taís quem desceu para pegar o Matheus porque eu não queria ter que olhar pra ele depois de hoje de manhã, eu fui sincera ao dizer que fugi dele porque era exatamente o que eu faria e queria fazer agora. Porcaria de acordo. A única coisa que eu recusei de todas as maneiras possíveis foi a possível vinda ao Brasil para morar aqui novamente e foi isso que no final eles decidiram, porém, o Neymar disse que o Barcelona e o Real Madrid estavam com boas propostas para ele e que iria estudá-las durante essa semana, a última reunião estava marcada para a outra semana e ele iria decidir se vai para Europa ou se continua no futebol brasileiro, caso ele permanecesse, eu me mudaria e não tinha mais como voltar atrás, o acordo já estava feito.

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Procura-se escritora que desapareceu a um mês atrás
Recompensa: Capítulos novos

Oii gatinhas!
Tudo bem com vocês?
Desculpem a demora, não tive férias da escola e pra piorar meu pc deu pau, consegui pegar ele só essa semana e nem ta grande coisa, sem contar uns probleminhas extras que teimaram em aparecer esses dias, também tenho uma vida okay?!
Mas já estava morrendo de saudade de vir aqui !!
Dei uma boa corrida nesse capitulo, espero que entendam e gostem
Já vou começar a preparar o próximo antes que essas ideias decidam fugir de novo kk'
Beijos galera!
Até o próximo !
Danii: Moreco!! Com um comentário desse eu nem me acho né?! kk' obrigado minha lindona beijos
Lavínia: Oii gata, obrigado kk' esse casal não tem limites beijoos
Sara: Obrigado lindona, não vou para não, obrigado linda beijoos
anônimo: Bem vinda minha flor, obrigadooo beijokaas
Caah: Volteei kkkk' beijoos

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sábado, 25 de julho de 2015

Cap. 21 "You fooled me again.."






"Sorrow in my soul

'Cause it seems that wrong

Really loves my company"

-Rihanna - Unfaithful-

~Mel POV~

Já havia passado mais de meia hora depois que desembarcados aqui em Madrid.
Eu me sentia totalmente perdida naquela cidade enorme e movimentada, por mais que eu já tenha andado algumas vezes por essas ruas quando precisei vir para cá, tudo parecia novo e fora do lugar eu não sabia se estava atrapalhada com tanta gente ou porque eu não me lembrava que maldita rua dava na estação de metrô, acho que os dois. Era inicio de madrugada, quase meia noite e o fluxo de pessoas em vez de diminuir parecia aumentar e eu comecei a me desesperar com medo de não conseguir chegar em casa e já estava muito tarde, estávamos cansados. Parecia andar em círculos e o Matheus resmungando do meu lado não me ajudava a pensar. A cada passo era uma típica frase de chantagem e no final dizia que queria voltar para a casa do pai dele. 
Dane-se aquele babaca. 
Desliguei meu celular desde a hora que entrei naquele táxi, eu tinha certeza que eles deviam estar me ligando, tentando me procurar. Eles não podem me ajudar. Eu dou notícias depois, quando tudo já estiver melhor.

- Mãe, eu to cansado.. -resmungou sentando no banco de uma pequena praça que tinha ali-
- Quer comer alguma coisa? -perguntei apontando para uma barraquinha de lanches ali perto e ele negou, juntei nossas malas ao lado do banco e sentei abraçando o Matheus e trazendo-o ao meu colo- a gente logo chega tá?! -disse acarinhando seus cabelos e tentando passar um pingo de confiança que seja para ele, mas a essa altura nem eu mesmo tinha mais confiança-
- Por que a gente não pode morar lá? -perguntou se levantando do meu colo emburrado-
- Porque a nossa casa é aqui
- Mas, por que a gente não ficou lá mais um pouquinho? -mediu nos dedos-
- Porque não deu Matheus.. -ele bufou e voltou a deitar a cabeça no meu colo- É complicado filho..
Ele não entendia e eu não o culpo, me limitei a dar explicações para ele, não queria que ele soubesse porque estávamos aqui novamente e porque tivemos que sair as pressas, não queria dizer pra ele "estamos fugindo do seu pai porque ele quer tirar você de mim" ele não iria entender, justo agora que tudo estava se encaminhando, que finalmente ele conheceu o pai dele e o via como um herói e eu não queria destruir essa imagem que ele criou, foi tudo muito rápido que nem eu sou capaz de entender quem dirá ele. 
Tudo vai passar, tudo vai ficar bem, eu vou te proteger de tudo, eu prometo.

- Hey! -alguém gritou acompanhado a buzinas de carro me tirando do meu pequeno devaneio, num intuito de proteção agarrei Matheus nos meus braços- Mel -chamou novamente e o Matheus levantou se soltando dos meus braços e acenando-
- É o Eric -disse apontando para o homem de óculos escuros que saía do carro-
Não sabia se ficava feliz por ele estar aqui ou ficava irritada, não estou para as suas gracinhas hoje. Ele vinha na nossa direção com aquele seu jeito cheio de marra, jaqueta de coro preta, calça jeans agarrada, tênis de marca e aquele perfume amadeirado que dava para sentir a milhas de distância.
- Hey, o que fazem aqui? -perguntou se aproximando e me abraçou cumprimentando com um beijo no rosto-
- Eu..
- Minha mãe não quis ficar lá com meu pai e veio aqui -Matheus me cortou ainda emburrado cruzando os braços na altura do peito e eu olhei séria pra ele-
- Eu só preciso saber onde fica a estação de metrô -disse esperando que ele pudesse me ajudar-
- Fica meio longe daqui. Vocês vão viajar essa hora? -disse olhando para as nossas malas desconfiado-
- Não, na verdade a gente já está voltando, só que eu me perdi aqui e não lembro onde fica o metrô -dei de ombros-
- Vocês vão a pé? Porque é longe pra caramba, eu levo vocês só tenho que passar em casa rapidão
- Não precisa Eric, obrigado a gente pega um táxi
- Mãe.. -resmungou fazendo bico e balançando minha mão na tentativa de me convencer-
- Anda Mel, é rápido depois eu levo vocês -piscou descarado-
Antes que eu pudesse dizer alguma coisa ele já havia pegado minhas malas e seguia pro carro com o Matheus no seu encalço, respirei fundo e fiz a única que me restava, segui-lo.
- Foram pra onde? -perguntou dando partida-
- Pro Brasil, ver meu pai -Matheus disse deitando no banco de trás-
- Ah, claro! -Eric revirou os olhos- E porque não pegaram o vôo pra Barça?
- Eu precisei vir rápido
- O Caio não te acompanhou? Ele não sai do seu pé -franzi o cenho-
- Ele está no Brasil -dei de ombros, não quero ficar entrando em detalhes-
- Mel, aconteceu alguma coisa? -perguntou inquieto me olhando enquanto parava no sinal, ele estava desconfiado, lógico que estava, ele não era burro e eu nunca agi dessa maneira tão nervosa-
- Não, ta tudo bem -menti-
- Já estamos chegando -avisou virando em uma rua cheia de prédios-

Eu nunca tinha vindo na casa do Eric, na verdade eu não sabia de quase nada da vida dele, só que ele fazia faculdade de direito e morava em um apartamento, Bete me dizia que era um lugar simples, que ele não tinha dinheiro e por isso ela quem pagava a faculdade dele, mas quando eu entrei na casa dele tive quase certeza de que ela também nunca tinha vindo aqui e aquilo passava longe de ser simples, me perguntei de onde ele tirou dinheiro para morar num lugar desse. Tudo bem que o carro dele é de luxo e as roupas roupas de marca mas Bete me dizia que ele trabalhava para pagar as mordomias dele mas não era isso que acontecia, ele mentia pra ela, eu tenho certeza.
A sala dele era do tamanho da minha casa, ele morava no penúltimo andar do prédio e o apartamento era deslumbrante, as paredes em tons neutros e toda a mobília era moderna em tons de cinza e branco com vários aparelhos eletrônicos todos organizados, tinha uma escada média na divisa da sala e da cozinha, creio eu que ia até o quarto, era lindo, tudo estava arrumado no seu devido lugar, ou ele morava com alguém ou pagava uma pessoa para vir limpar, ele nunca foi organizado.
- Nossa -disse ainda admirada-
- É, maneiro -sorriu- Mas Mel, não fala Bete não ta?!
- Eric, por que você esconde isso dela? -cruzeis os baços e o encarei-
- Isso é problema meu Melissa.. -disse dando as costas pra mim-
- Ela da o sangue pra trabalhar naquela lanchonete e pagar sua faculdade, de onde você tirou esse dinheiro? -perguntei seguindo-o para a cozinha que não era diferente do restante do apartamento, tudo organizado e muito luxuoso-
- Eu vou tomar banho, tem pão no armário e queijo na geladeira, coma! -disse firme parado a menos de um metro de distância de mim, ele estava sério, me olhava firme e eu me senti incomodada que preferi me calar, num momento eu jurei não conhecê-lo mais, assenti e ele sumiu pela escada-
- A gente pode comer? -Matheus perguntou e eu assenti-
- Vem, vou fazer um sanduíche..


***********************************

- Matheus, quer ver desenho? -Eric disse me dando um susto, não tinha o visto descer as escadas e muito menos parar atrás de mim, dei um pulo no sofá e eles riram-
- A gente já vai embora -Matheus disse um pouco triste, por minha culpa, eu queria tanto que ele não tivesse que passar por isso..-
- Eu quero falar você primeiro -Eric me olhou e continuou secando o cabelo com uma toalha branca e foi em direção a escada, seu tronco estava descoberto e algumas gotas ainda estavam na suas costas, uma bermuda baixa na cintura que mostrava a beira de sua cueca preta e desenhava perfeitamente sua bunda- Não vem Mel?! -disse me assustando de novo, torci para que ele não tenha percebido a minha pequena ousadia de fita-lo mas seu sorriso sacana estava provando ao contrário, ele estava fazendo de propósito e eu sou humana caramba!-
- Seu amigo me ligou -disse fechando a porta assim que eu entrei-
- Que amigo?
- Senta ai -apontou pra cama e eu sentei enquanto ele entrou no banheiro pra fazer não sei o quê-
- Que amigo Eric? -refiz a pergunta em voz alta e ele voltou pro quarto vestindo uma camiseta, Obrigado! Seria uma missão impossível ter uma conversa séria com aqueles músculos na minha frente-
- Aquele mauricinho, Playboy -deu de ombros-
- O Caio? -antes dele responder eu já estava enchendo-o de perguntas- O que ele queria? Por que ligou?
- Calma -riu pelo nariz e escorou numa cômoda de frente para mim- Era ele mesmo. Disse que vocês estavam no Brasil -acenti concordando e pedindo para que ele continuasse- E você tinha fugido
- Eu precisei voltar
- Deixa eu terminar -ergueu o dedo indicador como se me mandasse calar a boca e eu desejei quebra-lo- Ele me ligou ontem anoite dizendo que você tinha fugido com o Matheus e iria para Barcelona e era para mim ir atrás de você, ai eu ri da cara dele, mas ele pareceu muito desesperado no telefone, disse que não me ligaria atoa e que era sério, eu até acreditei mas disse que não tinha nada a ver com isso, ai tivemos uma pequena discussão e eu desliguei na cara dele -riu daquele jeito arrogante e quando eu abri a boca pra falar ele arqueou a sobrancelha- Não acabei. Depois de uma hora ele ligou de novo, pediu para que eu fosse até o aeroporto aqui de Madrid, parece que ele foi lá no aeroporto de São Paulo e descobriu que você viria pra cá, me pediu por favor para que eu te encontrasse e não te deixasse fugir..
- Eu precisei fazer isso droga! -gritei me levantando-
- Por que? Roubou um banco? Matou alguém?
- Ele quer tirar o meu filho de mim, eu não vou deixar
- Quê? Quem vai fazer isso? -perguntou perplexo-
- O Neymar
- Ele te disse isso? -neguei- Então como você chegou a essa conclusão?
- Eu recebi um telefonema, não sei quem me ligou mas a voz dele eu reconheci, disse que iria pegar o Matheus de mim e eu fugi
- Melissa eu não sabia que você era tão burra
- Cala Boca! -joguei uma almofada na cara dele-
- Desculpa -ergueu as mãos em rendição- mas você tem certeza?
- Tenho Eric, ele disse que iria entrar com o pedido pra guarda do Matheus
- E você decidiu fugir porque ninguém vai te achar? -perguntou irônico- Isso demora meses Melissa, ele tem que provar que você não pode ficar com o Matheus, não é assim ele chega e pega o teu filho e pronto, a justiça tem que ver quem é melhor, ele é jogador não tem tempo, você ganharia isso fácil, mas agora ele pode pegar o Matheus e alegar que tem uma mãe louca que quer sumir com o menino -eu não tinha parado para pensar nisso, ele tinha razão, agora eu estraguei tudo-
- Me leva embora -pedi-
- Não, eu não posso te deixar ir, você não pode fazer essa loucura
- Eu já fiz
- Me deixa te ajudar
- Eu sei o que fazer -desci as escadas correndo decidida em chamar um táxi para me levar até a estação de metrô e ir para minha casa pegar meu dinheiro e sumir, pra qualquer lugar do mundo- Vem Matheus ! -chamei indo pra porta e ouvindo o Eric me seguir-
- Melissa me escuta -forcei a maçaneta da porta e ela não abriu, forcei de novo. Filho da Puta-
- Abre -ordenei-
- Não posso.
- Foda-se, abre essa porta agora -ordenei aumentando meu tom de voz-
- Me deixa te ajudar Mel, eu sou advogado..
- Você nem vai pra faculdade -interrompi ele séria-
- Eu fui um mês inteiro ano passado, sem faltar nenhum dia -disse num tentativa falha de descontrair- Me escuta..
- Eu sei o que fazer, não preciso de ajuda, só abre essa porta
- Para pra pensar Mel -ergueu as duas mãos pedindo para que eu esperasse- Se você fizer isso pode acabar sendo presa -sussurrou a última palavra para o Matheus não ouvir- O Neymar. conhecido no mundo todo e agora vocês também são, a primeira coisa que você tem que fazer é voltar pro Brasil -disse sério me olhando-
- Ebaa!! -Matheus disse batendo palma e pulando-
- Eu não vou voltar pra lá, você sabe o que pode acontecer..
- Sei o que pode acontecer se você continuar com essa ideia sem sentindo, eu disse que posso te ajudar.. -deu de ombros desviando o olhar para o Matheus que prestava a atenção em tudo, eu estava divida em pegar aquele lindo vaso quebrar na cabeça dele, roubar a chave e sair e escuta-lo, o vaso estava perto..-
- Não vai me deixar ir? -perguntei ainda esperançosa que ele fosse abrir a porta mas ele negou- Ta Eric, é bom você ter um ótimo plano -zombei ainda brava e ele me chamou subindo as escadas-
- Melhor do que o seu eu tenho certeza -devolveu e eu apontei a língua seguindo-o para o quarto novamente- Fugir.. Só você mesmo pra fazer essas coisas..


- Mãe.. -Matheus me cutucou três vezes seguidas e eu me remexi na cama com uma dificuldade imensa em abrir os olhos- Eu e o tio Eric trouxemos macarrão
Sorri tentando sentar e raciocinar todas aquelas informações.
Eric disse que o Caio tinha pegado o próximo voo e em algumas horas estaria ali. Depois da longa conversa que eu tive com o Eric, resolvemos esperar o Caio para que eu pudesse voltar para o Brasil e enfim tentar resolver tudo isso. Pois é, a única opção era voltar pro Brasil e fazer o que o Eric tinha dito, ele se propôs a me ajudar e eu aceitei, para um metido arrogante até que ele tinha um bom plano.
Com metade dos problemas resolvidos me permiti descansar um pouco e o sono me pegou em cheio e eu dormi enquanto meu filho ficou lá em baixo jogado vídeo game com o Eric, eu estava exausta.

Matheus estava dentro do quarto com um copo de suco, aparentemente de laranja, em suas mãos, Eric estava ao seu lado com uma pequena bandeja em mãos, aquilo cheirava bem e meu estômago aprovou, eu estava morrendo de fome.
- Huum, que delícia -disse puxando-o para mim e beijando sua bochecha- Obrigado Eric, não precisava -sorri em agradecimento-
- Não se acostume -apontei a língua pra ele- Matheus disse que você não comeu nada -cerrou os olhos e colocou a bandeja no meu colo sentando ao meu lado e o Matheus pulou do outro lado da cama-
- Vocês comeram? -perguntei olhando para eles e dei uma boa garfada naquele Gazpacho delicioso, Matheus fez cara feia, ele odiava sopa-
- Já, quer suco? -Matheus perguntou erguendo o copo-
- Uhum -murmurei com a boca cheia- Tá uma delícia -dei uma golada no suco- Você quem fez?
- Não, a Judith quem fez para o almoço eu só esquentei, -Eric disse rindo- ela quem cozinha e arruma isso aqui -girou o dedo em volta do quarto-
- Ta explicado a organização
- Mas o Tio Eric fez uma coisa pra mim comer, adivinha o que?! -Matheus disse todo alegre e eu dei de ombros indicando que eu não fazia a menor ideia- Omelete com queijo -cochichou e eu ri-
- Não sabia que ele gostava tanto -Eric disse rindo e eu concordei comendo meu Gazpacho-
- Tio, a gente pode jogar de novo? -perguntou saltando da cama Eric arregalou os olhos-
- Que horas são? -olhei pela janela do quarto e ainda estava tudo escuro, acho que não devo ter dormido tanto-
- Quase três e meia -Eric disse suspirando, ele devia estar cansado-
- Você podia ter levado a gente pelo menos para um hotel -me levantei com a tigela vazia-
- De jeito nenhum, vocês irão ficar aqui. 
- Vá dormir, você deve estar exausto -ele negou-
- Caio está pra chegar.. -ele mal terminou a frase e o interfone tocou, ele levantou imediatamente descendo as escadas e pude ouvi-lo dizer ao porteiro 'Deixe subir'. Agora eu teria poucos segundos para me preparar e arranjar uma boa explicação. Caio deveria estar puto comigo. Muito. Puto.

~Neymar POV~

Horas antes...

Mas que porra é essa? Alguém faz esse barulho parar? Mas que inferno!
Merda!
Abri meus olhos com muito custo, eles ardiam por causa daquela claridade insuportável. 
Maldita Luz!
Bati as mãos na cama procurando aquela merda de celular que não parava de tocar, quase estourando meus miolos, eu espero que seja algo muito grave se não vou matar o filho da puta que ousa a me ligar essa hora.
Onde está essa merda de celular?
Levantei cambaleando da cama e tropeçando em tudo na minha frente até que uma dor insuportável atingiu meu pé e um grito acompanhado de um palavrão saiu da minha boca.
Maldita cômoda que está no lugar errado!
Mas esse não era meu quarto.
Mas que merda eu estou fazendo aqui? Que lugar é esse? Que porra eu fiz ontem?
Eu estou fodido..
Só falta eu ter comido alguém e ela ainda estiver aqui..
Esqueci do celular que ainda estava tocando sem parar e corri pelos cômodos daquele sei lá o que onde eu vim parar. Olhei por todos os lados a procura de alguém que não encontrei, nem bilhete com telefone e muito menos camisinha..
Graças a Deus!
Peguei o celular. 23 ligações perdidas sem contar as mensagens. Não estava com um pingo de paciência para retornar ou ler as mensagens.
Meu corpo doía como se eu tivesse levado uma surra ontem anoite, minha cabeça estava lenta e eu não lembrava de porra nenhuma. Era cedo demais para tentar pensar no que tinha acontecido e eu só tinha coragem para voltar a deitar naquela cama e dormir, mas as pessoas tiraram o dia para me perturbar e estavam ligando novamente, era a Taís, aquela amiga da Mel..
- Fala.. -minha voz saiu mais rouca que o normal que até eu estranhei-
- Neymar! -gritou desesperada do outro lado da linha- Graças a Deus -ela estava.. chorando?-
- O que aconteceu?
- Onde você esta? A gente está te procurando faz um tempão, você sabe o que aconteceu?
- Hã? -foi a única coisa que eu consegui formular e quando ela ia gritar tudo de novo alguém pegou o telefone-
- Cara, me fala onde você ta, to indo ai -era o Gil, também estava nervoso, porra eu to bem-
- Eu não sei cara, to bem -tranquilizei-
- É sério Junior, você não ta sabendo da Mel?
- Não, o que aconteceu? -naquele momento uma angústia tomou conta do meu peito, parecia que eu tinha levado uma facada, é uma coisa horrível, um sentimento muito ruim, pequenos flash's da noite passada foi passando pela minha cabeça e uma tontura repentina me fez sentar na cama imediatamente-
- Junior? Você ta aí?
- Desculpa cara, não te ouvi.. -cocei meus olhos afim de afastar aquele mal estar-
- Onde você esta?
- Tô indo para aí! -desligue e peguei uma água no frigobar tomando o copo todo em uma única golada-
A chave do carro estava no bolso da minha jaqueta, desci correndo pelas escadas sentindo meu corpo reprovar, essas camas de hotéis baratos são uma verdadeira merda. Paguei aquela porcaria e custei a achar meu carro em umas três ruas atrás daquela pensão ou sei lá o que era, pelo menos estacionei certo.
Entrei no carro e fechei a porta, me permiti relaxar no banco confortável do meu amorzinho. Me ligaram de novo enquanto eu colocava a chave na ignição, era minha mãe. O que eu menos precisava agora era um de seus sermões, desliguei e desbloqueei a tela, tinha um monte de notificação, fui tirando um por uma e sem querer abri o Instagram, tinha uma foto da Melissa com meu filho e uma menina que eu não conhecia, pegava só o rosto deles mas a legenda me chamou atenção.. Dizia que tinha encontrado ela no aeroporto hoje.. Olhei a data da foto, tinha sido postada a poucas horas, gelei, deve ter alguma coisa errada. Entrei no meu perfil e comecei a ver as fotos que me marcaram, muitas dela iguais mas tinha uma que pegava ela de costas do aeroporto e o Matheus em seu colo, era um perfil de fofoca, dizia que a Mel foi flagrada no aeroporto e que pegou o primeiro voo para Espanha porque tinha brigado comigo e com a Bruna, vasculhei mas um pouco e vi umas fotos da Mel e da Bruna brigando, isso estava confuso. Ela tinha fugido? Ou eu que não me lembrava? Aquela dor terrível na minha cabeça voltou..
"- Ela tem raiva de mim"
Dor.. Dor..
"- (...) eu disse pra ela não fazer isso e ela gritou comigo dizendo que eu não mandava mais na vida dela e que era para mim ficar longe.."
Minha cabeça.. Droga, isso dói pra porra!
"- Ela me ameaçou, eu não devia estar te contando isso mas você é pai dele..."
Fechei meus olhos com força.
"- Eu e a mão dela tentamos impedir mas ela está decidida.."
Vamos, eu tenho que lembrar..!
"- Dessa vez ninguém vai encontra-los.."
Maldita!!!
"- Ela vai fugir com o Matheus.." 

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Oooi gente..
Quanto tempo hen?! Mds kkk'
Eu preciso de férias, sério..
Desculpem a demora DE NOVO, ta corrido pra porra e não ta dando tempo mesmo..
Não ficou muito grande esse capitulo mas eu espero não demorar tanto pra postar o outro e eu to sem ideia, isso é uma merda.. Mas enfim.. Milhões de beijos pra vocês e até o próximo :*

Ri B: Oii gata, que bom que está gostando.. Beijoos ;)
Ju Rosal: Demoro pra caramba mano kkkkk' Só um pouquinho de confusão kk' beijos linda
Alana: Ai Jesus, essa Mel é doidinha, vamos ver o que ela vai fazer agora.. kkk' beijos amore
Jub's: Esse box foi pouco kkk' beijoos 
Taí: Caio, Éric.. ai mds.. eu quero todos na moral.. haha' 
Cah: Eitaa gata, pois é, mistérios e deixar vocês curiosas kk' Vamos ver o que o Sr. Neymar vai fazer agora kkk' e sim eu deixei vocês curiosas de novo hahaha' beijos amore :**
Dani: Oii meu moreco <3 Rotina mesmo kkk' Não perca os próximos capitulos kkk'' beijos minha gata
Bru: Esse pai da Mel é um fdp kkk' amore não consegui te por no grupo, seu numero não aparece no whats :(
Lavinia: Você sumiu mesmo :( que bom que voltou :D A Mel é maluquinha, vamos ver o que o Junior vai fazer .. e o tapa na estrupício kkk' foi pouco bjos gata, não some
Malu Cardoso: Obrigado flor bjoos